Nos últimos anos, o Brasil tem diversificado suas fontes de energia elétrica renovável para reduzir a dependência da geração hidrelétrica. Nesse cenário, a geração distribuída (GD) surge como uma forma de aliviar a sobrecarga do sistema. As GDs são acomodadas pela microrrede, um sistema que pode operar conectado ou isolado da rede de distribuição.
O aumento do uso de recursos energéticos distribuídos (RED) no sistema elétrico também traz desafios, pois requer manter o equilíbrio entre geração e demanda, bem como assegurar a qualidade da energia, tanto em operação ilhada quanto em operação conectada à rede.
A adoção de GD permite que os consumidores finais gerem energia para si mesmos e também sejam recompensados pelo excedente produzido. Nesse cenário, a energia solar destacou‐se como a fonte de geração de eletricidade que apresentou a mais elevada taxa de crescimento nos últimos anos, impulsionada principalmente pela redução nos custos de implantação de sistemas fotovoltaicos.
Um sistema elétrico é considerado estável se é capaz de suportar variações decorrentes de distúrbios e retornar às condições normais de operação. O sistema de potência conta majoritariamente com a geração por meio de máquinas síncronas. Uma máquina síncrona opera a uma velocidade constante, sincronizada com a frequência da rede elétrica.
Por outro lado, as microrredes são compostas majoritariamente por fontes de geração baseadas em conversores, com participação reduzida de massas rotativas. Ao contrário do sistema de geração convencional, as GDs possuem baixa inércia, podendo até apresentar inércia nula.
Por esse motivo, há preocupação quanto à sua capacidade de resposta diante de falhas. No caso de GDs conectadas por inversores, é provável que surjam problemas de estabilidade após uma falha no sistema da concessionária, em unção da limitada capacidade de suporte a falhas desses inversores e do tempo de desligamento relativamente elevado dos disjuntores.
O aumento da inserção das GDs faz com que a solução do desafio de manutenção da estabilidade oscilatória se torne o principal problema a ser enfrentado. Oscilações eletromecanicas de baixo amortecimento são uma preocupação recorrente no setor elétrico. Quando presentes, podem ter o efeito indesejado de limitar a capacidade de transporte de potência em um sistema, acarretando impactos econômicos e operacionais negativos.
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